sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Serrano Corinthiano.

Em uma certa oportunidade, assistindo o jogo do Corinthians em pleno Pacaembu lotado, com aquela massa de pessoas unidas sob um único fundamento, para algumas quase uma religião, comecei a pensar como a influência Serranista foi fundamental na escolha de nosso “Todo-poderoso” como time do coração.

 

Tem uma certa dissonância da família que partiu para outras cores, mais verdes ou mais rosas, porém, sem a essência serrana em sua construção almática (neologismo para incorporação do corinthianismo na alma de um Serrano).

 

Mas, lembro como se fosse hoje, do dia que fui com meu pai ao Morumbi assistir aquele Corinthians e São Paulo em 1982, em que o Casagrande guardou um tento contra a bambizada (que à época era conhecida como pó-de-arroz) e correu em direção a numerada. Parecia que de fato caminhava em minha direção, nessa hora meu coração quase parou e jurei pra todo santo ainda vivo que ele me viu no meio de tanta gente gritando seu nome.

 

Naquele dia, algo maior fez florescer ainda mais a minha paixão alvinegra, quando o Sr. Vidal falou sobre o jogador corinthiano Luisinho – O Pequeno Polegar. A descrição do jogo e da forma como o mestre corinthiano driblava permanecem vivas em minha memória como se eu fosse uma testemunha ocular de um fato acontecido em tempos longíquos, cuja catalogação se faz desnecessária, sob o risco de revelar a idade da Velha Guarda Serranista.

 

Com os olhos brilhando de um legítimo Serrano corinthiano, meu pai descreveu a cena que nunca se apagou de minha memória, mesmo não tendo presenciado a poesia construída dentro das quatro linhas.

 

A cena que presencie em meus devaneios, narradas pela genialidade serrana do Sr. Vidal, começou com um rapaz magro, franzino, com o cabelinho curto, no meio de zagueiros gigantes da meta Alviverde do Palmeiras.

 

O Pequeno Polegar, com aproximadamente 1,60m, topava de frente com o forte e gigante zagueiro argentino e palmeirense Luis Villa. O Golias da zaga palmeirense intimidava o Pequeno Polegar com gracejos e provocações, até que a mágica que marcou a história deste time e por conseqüência desta família, aconteceu.

 

Depois de apanhar a bola na intermediária o Pequeno Polegar esperou para que seu marcador se aproximasse. Quando o Gigante Villa foi como um touro contra a aparente frágil figura, o guerreiro corinthiano jogou a bola entre as canetas (penas) do adversário e ligeiro como um foguete passou pelo guarda-metas.

 

Essa façanha se repetiu por três vezes durante o jogo, com medo de ser mais uma vez humilhado perante 100 mil testemunhas, o zagueiro Alviverde parou de topar com o Pequeno Polegar e fez o que hoje conhecemos – marcação por zona -, guardando uma distância segura do adversário e não dando combate direto.

 

O Pequeno Polegar fitando seu astuto adversário nos olhos, com a coragem e alma de um verdadeiro guerreiro corinthiano, simplesmente esperou, esperou, esperou até que cansado de esperar protagonizou a maior jogada de todos os tempos, jogada que será narrada por milhões de pais para milhões de filhos enquanto a mágica do futebol existir sobre a terra.

 

O Pequeno Polegar fitando o argentino Luis Villa nos olhos e observando a movimentação do time palmeirense cansou de aguardar o combate e sentou na bola.

 

Nesse momento, como um gol salvador surgido no último minuto do segundo tempo, a massa corinthiana gritou e se abraçou não simplesmente pela maravilhosa jogada, mas pela razão máxima de ter criado um vínculo perene, criação de uma eudaimonia, que gerações e gerações ouviriam e presenciariam em seus sonhos a jogada mais astuta e poética do futebol brasileiro.

 

A condição humana de Hannah Arendt narra que só o homem que não sobrevive ao seu ato supremo é senhor inconteste de sua identidade e possível grandeza, porque se retira, na morte, das possíveis conseqüências e da continuação do que iniciou. O Pequeno Polegar com seu ato de grandeza deixou para os súditos alvinegros a obrigação de manter a história em seu lugar intocável e no coração de cada corinthiano o orgulho de poder rememorar algo tão grandioso quanto a massa representante deste Time.

 

O Serrano por obrigação deve passar esta história adiante para que as novas gerações encontrem em suas nuanças o fundamento necessário para colorir o coração de Alvinegro.

 

Antonio Carlos A P Serrano

Serrano, Corinthiano, Casado e Editor.

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Presidente com a Família Serrano

Começou com a fundação do partido e com uns caras parecendo comunistas...

Depois a sua imagem melhorou muito e sua companhia também...











quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Presentes de Natal

Pedro Estevam Serrano 

Já há algum tempo como colunista desta revista eletrônica, neste ano, fui presenteado com a publicação no dia de Natal. E, como não poderia ser diferente, peço licença aos leitores para fazer deste momento um espaço de agradecimento. 

A primeira lembrança é justamente aos que acompanham semanalmente minhas palavras, minhas divagações e, principalmente, meus questionamentos e incitamentos aos debates. Sim, porque, mais do que tudo, procuro fazer deste espaço um local em que o senso comum é colocado em uma perspectiva crítica, com o intuito de ver fortalecidos os preceitos que regem uma sociedade mais humana e mais justa. 

Nesse sentido, este é um espaço em que os fatos são confrontados,numa perspectiva jornalística e não técnica, com os conceitos do direito constitucional, mas também da filosofia do direito e da política. Às vezes de forma mais ácida, às vezes de forma mais amena, as críticas aqui explanadas visam conformar um entendimento melhor sobre que Brasil, e que mundo, estamos construindo, no mais das vezes mais compartilhando duvidas que oferecendo lições. 

Por isso, meus primeiros agradecimentos são para os leitores de Última Instância, por serem a razão maior desta coluna e pela paciência e cordialidade que sempre tiveram.

Agradeço também os parceiros que comigo compõem o espaço de opinião deste prestigiado site jurídico. Tanto àqueles que são ocasionais, mas que sempre nos brindam com sábias questões e olhares sob os mais diversos prismas do mundo do direito, como àqueles que possuem espaço fixo e nos oferecem semanalmente ensinamentos no campo jurídico e social. 

Nominalmente, agradeço aos colunistas Aparecida Tokumi Hashimoto, Belinda Pereira da Cunha, Josué Maranhão, Ricardo Giuliani, Luiz Flávio Gomes, Marcelo da Silva Prado, Durval de Noronha Goyos, Marcelo Mendroni, Hélio Bicudo, José Marcelo Vigliar, Jarbas Machioni, João Ibaixe Jr., Martim Sampaio, aos integrantes do MPD (Movimento do Ministério Público Democrático) e aos que escrevem como representantes do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). A todos, que já dividiram ou dividem a responsabilidade de serem colunistas de Última Instância, ofereço meus agradecimentos pela companhia.

Finalmente, quero agradecer igualmente aos profissionais que ao longo do ano contribuíram das mais diversas formas para que esta coluna chegasse até os leitores. Pude presenciar o empenho e dedicação deles na confecção do conteúdo de Última Instância. Sabemos que em qualquer publicação há muito por trás do que visualizamos como resultado final e, nesta revista, verifica-se o mesmo. 

Agradeço, assim, aos jornalistas que de uma forma ou de outra participaram deste meu espaço: Andréia Henriques, Danielle Ribeiro, Rosanne D’Agostino, Priscila Cury, Roberto Cosso, Edson Monteiro, Marcos Sérgio Silva, Camilo Toscano, Eduardo Ribeiro de Moraes, William Maia e Amaro Terto.

Desejo a todos que, ao longo do ano, foram verdadeiramente presentes natalinos um Feliz Natal e um excelente 2009!

Quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Ótimo Ano de 2009


Para todas as pessoas e para nossa Família Serrano
Um bom Natal e um ótimo 2009.

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UM DIA - MÁRIO QUINTANA

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.

Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela…

Um dia nós percebemos que as mulheres tem extinto “caçador” e fazem qualquer homem sofrer…

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável…

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples…

Um dia percebemos que o comum não nos atrai…

Um dia saberemos que ser classificado como “bonzinho” não é bom…

Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você…

Um dia saberemos a importância da frase ” Tu se tornas eternamente responsável por aquilo que cativas…”

Um dia percebemos que somos muito importante para alguém mas não damos valor a isso…

Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais…

Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase 1 século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos que os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito…

O jeito é: ou nos conformarmos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutarmos para realizar todas as nossas loucuras…

Quem não compreender um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.