Nessas semanas estou sendo alvo de inúmeros ataques e queixas quanto a minha fidelidade corinthiana.
Realmente, depois de ver como dirigentes, federações, confederações e o consumismo característico do mundo capitalista vêm corrompendo nossa massa com marca do patrocinador maior que o escudo do clube, fiz uma reavaliação sobre minha postura frente a este vilipendio.
Lembro, ainda, com lágrimas no rosto a felicidade de ver a massa feliz por ver craques como o Neto, Marcelinho Carioca, Biro-Biro, Casagrande que desfilavam pelo campo, independente do resultado, mas com o suor característico dos guerreiros e lutadores.
O Corinthians era o time do povo, que movimentava paixões e hoje os guerreiros cederam o lugar para artistas de um circo chamado futebol.
A política pão e circo passou o trator e hoje o futebol deixou de ser magia para virar campanha, caixa, recursos etc. O jogador é envolvido em esquemas de marketing, de lavagem de dinheiro e esquece que trabalha para a construção do esporte e principalmente como vitrine para milhares de crianças.
Lembro de uma entrevista marcante do saudoso Vicente Matheus quando perdeu a presidência da república, digo, do Corinthians, para o Dualibabá. Exatamente dois meses depois Matheus falou em alto e bom som: O que fizeram com o meu Corinthians? A marca dos patrocinadores está maior que o escudo do clube.
Como um vidente Matheus previu o que viraria o Futebol moderno e como as conquistas fraudadas ludibriariam a torcida e os amantes do verdades esporte bretão.
Atualmente não temos mais heróis em campo, apenas contratados com prazo definitivo para desfilar pelo gramado, mas sem àquela identidade de um Biro, Cláudio Adão, César, Casagrande, Rivelino.
Hoje o sujeito joga em todos os times e a torcida não tem como aferir sua identidade com o clube e com a massa.
Ainda triste com a situação atual do futebol brasileiro passei na Rua Javari e conheci uma turma muito animada e com uma ideologia verdadeira – A Luta Eterna contra o Futebol Moderno.
A intenção desse pessoal não é ver um título construído com base em grandes contratações, mas de desfrutar de um bom futebol, com atletas que começaram e ralam pelo time.
Torcer para o Juventus foi como apreciar um Châteou Latife Rothschild 1787 ou um Châteou d’Yquem. O sujeito para entender o que falo precisa ter paladar.
O Corinthians sempre será meu time e terá um lugar seleto em meu coração, mas como dizia Paulo Coelho cantado por Raul Seixas – Ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez.
Abraços
Cuca
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